Câncer de Pele

O câncer de pele é uma condição preocupante e cada vez mais comum em todo o mundo. Caracterizado pelo crescimento anormal das células da pele, pode se manifestar de diversas formas, sendo os tipos mais comuns o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. A exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV) do sol é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, destacando a importância da proteção solar e da realização de exames regulares da pele para detecção precoce. Embora geralmente tratável se diagnosticado cedo, o câncer de pele pode se tornar grave se não for tratado adequadamente, destacando a necessidade de conscientização e prevenção. Avanços recentes nas pesquisas apontam o sistema endocanabinoide como potencial alvo no combate ao mais agressivo dos cânceres de pele, o melanoma.

O câncer de pele é uma das formas mais comuns de câncer em todo o mundo, com sua incidência aumentando constantemente nos últimos anos. É caracterizado pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele. Esse crescimento pode resultar em tumores malignos, que podem se espalhar para outras partes do corpo se não forem tratados precocemente.

Quais são os tipos mais comuns?

  • Carcinoma basocelular: o tipo mais comum, geralmente se desenvolve em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas e pescoço. É menos agressivo e raramente se espalha para outras partes do corpo.
  • Carcinoma espinocelular: também se desenvolve em áreas expostas ao sol, mas pode ser mais agressivo que o basocelular. Pode se espalhar para os gânglios linfáticos e outros órgãos.
  • Melanoma: o tipo menos comum, mas o mais grave, pois pode se espalhar rapidamente para outras partes do corpo. Pode se desenvolver em qualquer parte da pele, inclusive em áreas não expostas ao sol.

Quais são os principais fatores de risco?

  • Exposição excessiva ao sol: A principal causa de câncer de pele. Os raios ultravioleta (UV) do sol danificam o DNA das células da pele, podendo levar ao desenvolvimento de tumores.
  • Queimaduras solares: Queimaduras graves, especialmente na infância, aumentam o risco de desenvolver câncer de pele.
  • Pele clara: Pessoas com pele clara são mais propensas a desenvolver câncer de pele, pois têm menos melanina, um pigmento que protege a pele dos raios UV.
  • Histórico familiar: Pessoas com histórico familiar de câncer de pele têm maior risco de desenvolver a doença.
  • Idade: O risco de desenvolver câncer de pele aumenta com a idade.
  • Imunossupressão: Pessoas com sistema imunológico debilitado, como pacientes transplantados ou em tratamento com quimioterapia, têm maior risco de desenvolver câncer de pele.

Quais são os sintomas?

  • Manchas na pele: Mudanças na cor, tamanho, forma ou textura de manchas preexistentes ou surgimento de novas manchas.
  • Feridas que não cicatrizam: Feridas que persistem por mais de 4 semanas podem ser um sinal de câncer de pele.
  • Sangramento ou crostas: Sangramento ou formação de crostas em manchas ou feridas na pele.
  • Coceira ou dor: Coceira ou dor persistente em uma área da pele podem ser um sinal de câncer de pele.

Como se prevenir?

  • Evite a exposição excessiva ao sol: Procure ficar na sombra entre as 10h e as 16h, quando os raios UV são mais fortes.
  • Use protetor solar: Aplique protetor solar com fator de proteção solar (FPS) de no mínimo 30, de amplo espectro (UVA e UVB), abundantemente e uniformemente em todas as áreas expostas da pele, 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplique a cada 2 horas, ou mais frequentemente se estiver nadando ou suando.
  • Use roupas e chapéus: Use roupas que cubram a pele e chapéus de abas largas para proteger o rosto, orelhas e pescoço do sol.
  • Evite câmaras de bronzeamento artificial: As câmaras de bronzeamento artificial emitem raios UV que podem causar câncer de pele.
  • Faça exames regulares da pele: Consulte um dermatologista regularmente para um exame completo da pele.

O que fazer se você notar algum sintoma?

Se você notar qualquer um dos sintomas de câncer de pele, é importante consultar um dermatologista o mais rápido possível. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Tratamento

O tratamento do câncer de pele depende do tipo, tamanho e localização do tumor. As opções de tratamento incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia-alvo.

O câncer de pele é uma doença séria, mas pode ser prevenida e tratada com sucesso se for detectada precocemente. Ao seguir as medidas de prevenção e fazer exames regulares da pele, você pode reduzir significativamente o risco de desenvolver a doença.

A Cannabis pode ajudar?

Embora a pesquisa sobre o uso de cannabis especificamente para o câncer de pele ainda esteja em seus estágios iniciais, algumas evidências sugerem que os canabinoides podem oferecer certos benefícios no manejo da doença.

1. Efeitos Anti-inflamatórios: Canabinoides como CBD, THC e CBG demonstraram propriedades anti-inflamatórias. A inflamação desempenha um papel no desenvolvimento e progressão do câncer, e reduzi-la pode ajudar a mitigar alguns dos processos envolvidos no crescimento tumoral.

2. Controle da Dor: O câncer de pele, especialmente em estágios avançados, pode causar desconforto e dor. A cannabis tem sido usada por suas propriedades analgésicas, e os canabinoides podem ajudar a aliviar a dor associada ao câncer de pele e seus tratamentos.

3. Efeitos Antiproliferativos: Alguns estudos sugerem que os canabinoides podem inibir o crescimento e a proliferação de células cancerosas. Acredita-se que esse efeito seja mediado por vários mecanismos, incluindo a indução de apoptose (morte celular programada) e a inibição de vias de sinalização celular envolvidas na progressão do câncer.

4. Efeitos Antiangiogênicos: Compostos de cannabis demonstraram inibir a angiogênese, o processo pelo qual novos vasos sanguíneos se formam, crucial para o crescimento e metástase tumoral. Ao inibir a angiogênese, os canabinoides podem ajudar a restringir o suprimento de sangue aos tumores, retardando assim seu crescimento.

5. Cuidados Paliativos: Além de direcionar diretamente as células cancerosas, a cannabis medicinal pode aliviar sintomas comumente associados ao câncer, como náusea, perda de apetite e insônia. Ao melhorar a qualidade de vida e o bem-estar geral, as terapias à base de cannabis podem complementar os tratamentos convencionais do câncer.

É importante ressaltar que essas são apenas algumas possibilidades investigativas, e pesquisas adicionais são necessárias para determinar a eficácia e segurança da cannabis no tratamento do câncer de pele. No entanto, o potencial demonstrado pela cannabis em diferentes aspectos do manejo do câncer abre caminho para investigações mais aprofundadas e o desenvolvimento de novas opções terapêuticas para pacientes com essa doença.

Recentemente, o artigo Evaluating the Mechanism of Cell Death in Melanoma Induced by the Cannabis Extract PHEC-66, publicado na revista Cells, chamou a atenção da comunidade científica. O estudo investiga o potencial de um extrato de cannabis chamado PHEC-66 no combate ao melanoma.

Resultados Inovadores

O estudo demonstra que o PHEC-66 é capaz de induzir a morte celular programada (apoptose) em células de melanoma em laboratório. Isso significa que o extrato pode levar à autodestruição das células cancerosas, oferecendo uma nova perspectiva para o tratamento do melanoma.

Mecanismo de Ação

A pesquisa indica que o PHEC-66 atua através de diversos mecanismos, incluindo:

  • Fragmentação do DNA: O PHEC-66 danifica o material genético das células de melanoma, levando à sua morte.
  • Interrupção da divisão celular: O extrato impede que as células de melanoma se multipliquem, controlando o crescimento do tumor.
  • Aumento de EROs: O PHEC-66 eleva os níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs) nas células de melanoma, o que contribui para a sua morte.

Embora os resultados sejam promissores, é importante salientar que a pesquisa ainda está em fase inicial. Mais estudos são necessários para confirmar a segurança e a eficácia do PHEC-66 em modelos animais e em ensaios clínicos com seres humanos.

Oportunidades para o Futuro

A descoberta do potencial do PHEC-66 no combate ao melanoma abre portas para novas pesquisas e possibilidades terapêuticas. O desenvolvimento de medicamentos à base de cannabis para o tratamento do melanoma pode oferecer uma alternativa mais segura e eficaz aos métodos tradicionais.

É importante acompanhar o desenvolvimento dessa área de pesquisa com cautela e otimismo. A cannabis medicinal pode ser uma ferramenta poderosa na luta contra o melanoma e outros tipos de câncer, e este estudo representa um passo importante nessa jornada.

Referências

  • Bachari, A., Nassar, N., Telukutla, S., Zomer, R., Piva, T. J., & Mantri, N. (2024). Evaluating the Mechanism of Cell Death in Melanoma Induced by the Cannabis Extract PHEC-66. Cells, 13(3), 268. https://doi.org/10.3390/cells13030268
  • Bachari A, Piva TJ, Salami SA, Jamshidi N, Mantri N. Roles of Cannabinoids in Melanoma: Evidence from In Vivo Studies. Int J Mol Sci. 2020 Aug 21;21(17):6040. doi: 10.3390/ijms21176040. PMID: 32839414; PMCID: PMC7503316.
  • Nahler G. Cannabidiol and Other Phytocannabinoids as Cancer Therapeutics. Pharmaceut Med. 2022 Apr;36(2):99-129. doi: 10.1007/s40290-022-00420-4. Epub 2022 Mar 4. PMID: 35244889; PMCID: PMC9021107.
  • Río CD, Millán E, García V, Appendino G, DeMesa J, Muñoz E. The endocannabinoid system of the skin. A potential approach for the treatment of skin disorders. Biochem Pharmacol. 2018 Nov;157:122-133. doi: 10.1016/j.bcp.2018.08.022. Epub 2018 Aug 20. PMID: 30138623.
  • https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/causes-and-risk-factors-for-skin-cancer 
  • https://www.cdc.gov/cancer/skin/basic_info/risk_factors.htm

Com sede no Vale do Silício, somos líderes em biotecnologia para suplementação nutricional, com certificado de boas práticas em manipulação pela regulamentação dos Estados Unidos. 

Alopecia

A alopecia, ou queda de cabelo, é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo e impacta muito a autoestima. Estudos sugerem que o Sistema Endocanabinoide exerce um papel crucial no controle capilar, atuando através dos receptores CB1 e CB2 e também dos receptores TRPV e PPAR como moduladores do crescimento capilar, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas na alopecia.

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